Boleiros

O blog sugere duas dicas de leitura

A primeira, o autor dispensa apresentações. Dentro de campo foi excelente jogador de futebol, fora é tão diferenciado como na época de atleta. O craque Tostão, escreve em jornais de grande circulação do país e é uma referência entre os colunistas esportivos. Na minha opinião o mais brilhante de todos, pois possui uma visão interdisciplinar e aprofundada do esporte que foge ao senso comum.

O livro, “A perfeição não existe” é uma coletânea dos melhores textos publicados pelo autor no jornal Folha de S.Paulo entre 2000 a 2011. Tostão nos presenteia com suas idéias e análises sobre técnica, tática, atuação de jogadores, condutas dos técnicos, é um crítico da politicagem do futebol. Contudo,  até faz referência  e exalta a importância da psicologia do esporte no futebol:

“Por ser um curioso dos mistérios da alma, por ter feito  cursos de medicina psicossomática e de psicanálise e, principalmente, por ter sido atleta que percebia a importância do fator emocional, penso há tempos, que a psicologia esportiva deveria ser mais valorizada no futebol.

Não me refiro às palestras de autoajuda e de motivação, tão comuns nos clubes. São os especialistas do óbvio. Isso às vezes funciona bem por causa do comportamento submisso, infantil e bastante questionável  de muitos atletas” (pág. 165).

A outra sugestão é uma grata surpresa, a autobiografia do zagueiro corinthiano Paulo André, “O jogo da da minha vida”. Diferente do esteriótipo dos boleiros a que estamos acostumados. Deixe sua paixão clubística de lado caso ela não lhe permita ampliar seus horizontes.

Paulo abre seu coração, é sincero, e fala sem medo de questões que permeiam a vida de atletas dentro e fora de campo. Posturas como essa são extremamente necessárias  no só no futebol, mas também em outras modalidades. O esporte, de modo geral, necessita de pessoas com esse tipo de atitude e coragem de contestação.

“Se pudesse resumir o que é ser atleta, diria: sonho, paixão e desejo, aliados aos sacrifícios e à dedicação! Repetição, repetição e repetição. Automatizar cada gesto, cada fundamento, preparar a máquina física e alinhá-la a máquina mental, tornando-as uma coisa só. Suportar pressão, suportar derrotas, superar pessoas, superar a si próprio. Tudo isso numa decisão que deve ser renovada ao se levantar a cada manha” (pág. 266).

Para quem tiver interesse em conhecer mais sobre Paulo André, acesse seu site http://www.pauloandreoficial.com.br/

Abraços.

Até!!!

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