Motivação

gandhi_motivationO que a motivação tem haver com as nossas conhecidas promessas e resoluções de ano novo? Emagrecer, parar de fumar, casar, ter filhos, comprar um imóvel, mudar de emprego, melhorar as relações pessoais? Expectativas muito comum nas nossas intenções para o ano que ainda se inicia.

Todos esses desejos necessitam de alguma motivação. Pensar, ruminar as idéias não é motivação, é vontade, motivação envolve ações e consequentemente mudanças para buscar algum objetivo em médio e longo prazo. Querer mudar é agir, sair da tal zona de conforto, fazer diferente. Parece simples, mas sabemos que na prática é difícil alterar hábitos enraizados em nossos padrões de comportamentos.

A motivação é um tema muito estudado na Psicologia, na Neurociência em diversas outras áreas do conhecimento que envolve o comportamento humano, portanto,  também é foco central da Psicologia do Esporte. Há muitos autores e teorias que discorrem e se aprofundam sobre o tema. Não tenho essa pretensão nesse post, apenas pretendo lançar algumas ideias para possíveis reflexões.

Você sabe o que lhe motiva? Isso é fundamental para qualquer busca por objetivos, é imprescindível o autoconhecimento.  Porque, quando falamos em motivação não existe receita de bolo ou guia passa a passo, pois ela é pessoal, individual e exclusiva. O que lhe motiva pode ser completamente diferente para as pessoas mais próximas de seu ciclo social. O que faz uma pessoa acordar cedo todos os dias para se exercitar? O que me levou há quatro anos atrás a começar a escrever esse blog? Para que as pessoas estudam um novo idioma? Por que alguém abandona uma carreira segura para abrir o próprio negocio? Isso são exemplos de motivação.

Há pessoas naturalmente mais motivadas do que outras, assim como há pessoas mais simpáticas, mais emotivas, mais agressivas etc. Há influencias biológicas, sociais e psicológicas envolvidas nesse processo. Particularmente, acredito que os fatores sociais são as influencias mais fortes em nossa motivação de modo geral, eles são determinantes em muitas áreas do comportamento humano.

Podemos definir a motivação basicamente como os motivos que nos levam às ações em busca de nossas metas pessoais em diferentes aspectos de nossas vidas. Pode ser exemplificada também como a direção e a intensidade de nossos esforços. Seja,  estudar para passar no vestibular ou treinar intensamente o ano todo para ganhar um campeonato de natação, por exemplo. Motivação é uma “energia psicológica”,  é a tal “força de vontade”, “a paixão que move um individuo”, é  aquilo que faz com que nos comportemos de determinadas maneiras. Não há motivação sem busca por metas, a motivação não pode ser compreendida como um único comportamento, mas sim como uma gama de atitudes que  desencadeiam e facilitam outras aprendizagens e habilidades psicológicas    (concentração, disciplina, atenção, autoconhecimento, autocontrole, autoeficácia,  autoconfiança, empenho, persistência). Por isso, é um tema muito complexo e estudado por várias disciplinas. 

wanderlei cordeiroAs motivações variam com o tempo, um jovem tenista  pode se motivar para aprender novas habilidades para melhorar seu desempenho esportivo e um veterano a manter-se em alto nível prolongando suas capacidades atléticas.

Um elemento muito importante na motivação é a capacidade de aceitar as adversidades e ter flexibilidade para permanecer buscando os objetivos estabelecidos, mesmo em momentos de dificuldades. Geralmente as pessoas perdem o foco de suas metas pessoais quando passam por determinadas atribulações cotidianas. Suponhamos, que uma pessoa obesa e sedentária que começa um programa de exercícios  regulares, tem de viajar a trabalho por uma semana e não consegue encaixar na rotina nesse período as atividades físicas. Ela pode desanimar, se sentir fracassada, comer excessivamente. Mas, nada está perdido se ela conseguir encarar que esses deslizes podem acontecer, não ser tão rígida consigo mesma e retomar os exercícios posteriormente visando as metas  pessoais que deseja atingir. Como ilustra bem o Dr. Drauzio Varela em sua coluna no jornal, a preguiça é inerente a natureza humana e para vence-la não há outra saída a não ser lutar contra ela. A preguiça é a maior inimiga da motivação. Temos de confiar na capacidade de dizer não aquilo que sabemos que não nos serve. Temos de focar a nossa atenção naquilo que sabemos que é bom para nós, e simplesmente fazê-lo.

A motivação é a “espinha dorsal” do trabalho de um bom psicólogo do esporte, sem desenvolver bem esse importante aspecto, não haverá equilíbrio entre atleta(s)  e a comissão técnica. Penso na motivação como um processo, portanto, requer tempo e investimento para que se possa obter ganhos posteriores. O trabalho com motivação pode estar implícito em muitas outras etapas de treinamento de habilidades psicológicas no contexto esportivo.

zainab esporteÉ muito comum ouvirmos sobre as palestras e vídeos motivacionais. Não sou contra esse tipo de recurso, desde que, esteja inserido dentro de um trabalho psicológico com consistência é um ótimo instrumento, um grande complemento para a atuação do psicologo do esporte. É obvio que uma palestra ou um vídeo motivacional sem  embasamento trará poucos benefícios aos atletas.  Pode ser produzido pelo Oliver Stone, Steven Spilberg ou Alexandre Padilha, o efeito não será muito eficaz para motivar a longo prazo, talvez, por alguns instantes sim. Uma pena que ainda se valorize mais os videos motivacionais do que a participação de psicólogos no ambiente esportivo.

No esporte conseguimos observar facilmente acontecimentos, experiências e feitos sobre-humano  que podem nos inspirar a buscar as nossas metas pessoais. A história da rivalidade entre Nikki Lauda e James Hunt na formula 1 na década de 70, contada no filme “Rush” é uma delas. O tenista Rafael Nadal, talvez seja o modelo de atleta mais perseverante e comprometido com suas metas na atualidade. A força de vontade dos atletas paraolímpicos em superar as adversidades contra suas deficiências também é inspirador. Não falta motivos, e qual sua ação para o ano que se inicia?

Boa sorte em suas buscas…

***

Para saber mais:
http://blogs.estadao.com.br/daniel-martins-de-barros/como-cumprir-resolucoes-de-ano-novo-parte-4-de-4/

Abraços

Até !!!

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3 ideias sobre “Motivação

  1. Cesar Ades

    Ótimo post!

    Gostei muito dessa parte: “A motivação é a “espinha dorsal” do trabalho de um bom psicólogo do esporte, sem desenvolver bem esse importante aspecto, não haverá equilíbrio entre atleta(s) e a comissão técnica.”

    Parabéns e obrigado pelo artigo.

    Responder
  2. angela paes

    MOTIVAÇÃO, QUE MISTÉRIO É ESSE?

    Motivação é um fenômeno comportamental de enorme interesse e reflexão na vida de tantos executivos que precisam liderar equipes. Tudo o que sabemos é que motivar tem sido sinônimo de enormes frustrações entre os gestores.
    Do ponto de vista das Ciências Psicológicas mais consagradas, encontramos uma definição mais coerente e substancial quando o comportamento motivacional é encarado como independente, isto é, autogovernado, persistente e sempre dirigido a objetivo específico. O problema é que muitos autores com formação em Administração de Empresas, passaram a encarar a ação motivacional como qualquer conduta trivial, meramente acionada pela força de estímulos do meio. Essa situação é suficiente para que se possa compreender porque a ação motivada tem sido alvo de constantes frustrações para a maioria dos executivos. E, portanto, na literatura desse tema, não é difícil entender porque tivemos um agravamento geral sobre questões relativas ao conceito da motivação. E aqui eu pergunto: Como o comportamento motivado pode ser equiparado a pura emissão de condutas simplesmente reativas se é do conhecimento de todos que, quando as pessoas se encontram motivadas para alguma atividade os resultados são bem mais favoráveis ao aumento, por exemplo, da produtividade?
    Por outro lado, acredito que nos últimos tempos, a Psicologia não tenha investido mais seriamente em pesquisas sobre motivação. Assim, estudiosos do assunto passaram a dar explicações bastante frágeis, recorrendo a “estados internos “confusos/inconsistentes” e de teor altamente subjetivo. É inegável a inconsistência de muitos artigos e trabalhos.
    Enquanto o comportamento da equipe depender das influências dos estímulos do meio (campanhas de incentivo, planos de carreira e remuneração, etc.) é claro, não estamos lidando com ações motivadas, mas Reforçadas ou Condicionadas. Essa diferenciação é muito importante. Não é difícil compreender esta questão porque o comportamento motivado comporta fortes sinais de autonomia, suficiência e tenacidade, pois é também bastante resistente quanto aos obstáculos que possam surgir no meio ambiente. E não é a toa que executivos tanto valorizem esse fenômeno comportamental. Isso porque a característica de um colaborador motivado volta-se para maior comprometimento, atenção, dedicação, energia, interesse, investimento e, consequentemente, maior rendimento. O indivíduo motivado não precisa estar sendo estimulado ou dirigido para se engajar com afinco e determinação nas atividades recompensadas.
    Já, as iniciativas de enriquecimento ambiental, incentivos, reconhecimentos e gratificações, acontecem para condicionar, avivar o empenho, o compromisso, a energia e etc. É claro que há uma diferença substancial na performance de colaboradores motivados e aqueles apenas condicionados – esse é o motivo porque tantos gestores supervalorizam a motivação.
    Eu pergunto: para que servem as campanhas de incentivo e tantas condições ambientais favoráveis como, planos de carreira e remuneração? Logicamente visam ativar, energizar e fortalecer os melhores desempenhos, e, consequentemente, aumentar a produtividade. Mas há uma característica típica desses esquemas: as condutas condicionadas se esvanecem gradualmente com a passagem do tempo e, após essas campanhas, a energia, a dedicação e o esforço se findam. Esta é a realidade que constatamos nos estudos sobre as Leis do Comportamento Humano!
    Os desempenhos quando condicionados aumentam os resultados, mas nada substitui o empenho, a persistência, o interesse e o senso de autonomia dos colaboradores realmente motivados. Que fique claro: pessoas quando motivadas podem até aumentar significativamente a frequência de suas atuações e esforço mesmo sob constantes pressões e obstáculos. E mais, as condutas motivadas são em geral resistentes à passagem do tempo e não acabam quando do término de campanhas de incentivos. Via de regra, as atuações motivadas se pronunciam quando encontram no meio ambiente o objeto de suas motivações. Imagine o comportamento e as reações de um decorador motivado numa feira internacional de decoração e objetos para o interior!!!
    Aqui está o motivo pelo qual o mercado em geral supervaloriza ações verdadeiramente motivadas. Isto porque elas guardam enormes diferenças dos desempenhos meramente condicionados, isto é, reativos.
    Profissionais motivados tendem a produzir bem mais. A princípio, a dedicação, o foco, a concentração, a satisfação e o prazer tendem a ser maiores ainda, isso porque não reagem por impulso ou simplesmente pela força das condições externas. As ações motivadas não são meramente reativas e instantâneas, como pensam muitos autores.

    Em primeiro lugar, vamos definir o termo Motivação: uma conduta autogovernada, persistente e sempre dirigida para um objetivo específico. Portanto, as ações motivadas são muito diferentes daquelas condicionadas, que se surgem pela força dos estímulos e reforços do meio ambiente.
    Na Motivação acontece o contrário. O colaborador apresenta uma conduta praticamente independente das Campanhas de Incentivo ou qualquer condição incentivadora. Ele realiza seu serviço com afinco, determinação, foco e tenacidade porque se encontra motivado.
    Um aparte: se você pretende atingir resultados mais rápidos, é claro, estabeleça um sistema de incentivos para impulsionar as atuações. Sem sombra de dúvida, é ótimo recurso para acionar e até intensificar as execuções humanas. De modo geral, durante os “Esquemas de Reforçamento” vivenciamos mais iniciativas, mais esforços e atenção nas atividades cotidianas. Mas, como já indiquei, esteja preparado para observar queda no empenho do pessoal após esses Sistemas, isto porque você não está lidando com ações motivadas, mas gratificadas ou fortalecidas. Esta é a trajetória normal e esperada quando as atuações estão sendo avivadas. Prepare-se para lidar com isso. A psicologia chama este fenômeno de Condicionamento (ou Movimento!), um recurso de “reforçamentos e fortalecimentos” que acabam por energizar/ativar eficazmente os desempenhos, quando bem administrados.

    Algumas dicas:
    -Motivação não pode ser confundida com estados de satisfação – um pensamento que me parece bastante ingênuo!
    -Motivação não se refere a estados de alegria, entusiasmo ou força de vontade.
    -Definitivamente, Motivação não é simplesmente pura emissão de comportamento ou qualquer impulso para ação.
    -Motivação não pode ser confundida com o fenômeno do Condicionamento, digo, Sistemas de Recompensas ou Movimento.
    -Motivação não é um fenômeno típico de ambientes Organizacionais, mas uma particularidade, um estado psicológico do Homem.
    -As necessidades biológicas, aquelas vitais, levam incondicionalmente a ações motivadas, tais como fome, sede, sono e etc. – o que já não acontece com os motivos sociais (veja abaixo!).
    -Afirmo que a Motivação não pode ser concebida como um estado comportamental mágico totalmente positivo que tudo resolve e a serviço do bem-comum. Posturas contrárias à cultura e procedimentos de uma Organização, escondem claramente ações motivadas.
    Os estudos que buscam identificar os “verdadeiros fatores motivacionais” constituem grande equívoco – pura ilusão. A motivação é um fenômeno mais complexo e mais raro do que podemos imaginar!
    Não há relação direta entre Valores e Motivação. Pudera se os nossos mais preciosos valores desencadeassem condutas motivadas! – tudo seria muito simples. Em nossa sociedade de consumo, sucesso, dinheiro, fama, etc. são considerados fortíssimos valores sociais. Podemos até assegurar que grande parte da população prima e se orienta por esses valores, mas o interessante é que nem todos adquirem motivação nessas áreas. Pense nisso: Quantos indivíduos que, por motivos sérios de saúde são conscientes da necessidade de se empreender um regime alimentar, mas não conseguem adquirir motivação para esse intento, isto é, não conseguem dar sequência ao tratamento, necessitando do apoio de terceiros, de condições ambientais favoráveis, força, orientações e estímulos para manter o “sofrido” regime.
    Motivação é um fenômeno essencialmente comportamental. Portanto, desejo, vontade e até sonho não retratam estados motivacionais – no máximo diríamos, apenas predisposições!
    Outra forte questão gira em torno do mito de que qualquer ação motivada é sempre aquela almejada, construtiva, produtiva, favorável mesmo. Ora, de acordo com as Teorias Psicológicas, a conduta motivada caracteriza-se por ser bastante independente dos eventos do meio, persistente e sempre voltada para finalidades bem específicas. Assim, como não admitir que assassinos em série possam não apresentar motivação? Não estariam fortemente motivados? Claro que sim – pense nisso!
    A Motivação não pode ser encarada como um estado que se generaliza por todos os aspectos do comportamento humano. Isto quer dizer que não é possível a pergunta: “Afinal, ele está ou não motivado?”. Considero como grande equívoco essa posição. A Motivação é sempre uma ação que se inscreve para alvos bem determinados. Exemplo: você pode apresentar motivação para realizar algumas atividades da sua função e não para outras da sua colocação; você pode estar motivado para o consumo de bens materiais e não para trabalhar todos os dias. Você pode apresentar motivação para os estudos, mas não estar motivado para entabular relacionamentos harmoniosos com o pessoal da sua classe; Você até pode estar motivado para viajar, mas não para frequentar e estudar as aulas de matemática, e assim por diante. A Motivação é prescrita essencialmente sobre certos temas, coisas ou objetos específicos. Nesse sentido digo que ela é “departamentalizada”.
    Outro ponto: o comportamento humano não é caracterizado apenas por dois estados distintos: estar motivado ou desmotivado; satisfeito ou desanimado; triste ou feliz – pura ciclotimia. É inimaginável pensar que funcionamos dessa forma. Pense e concordará comigo.
    E o que falar do termo Automotivação? Pura tautologia, não é mesmo? É claro que não é possível encontrar a Motivação fora do contexto comportamental do Homem.
    O mercado repete insistentemente o seguinte pensamento: “Ninguém motiva ninguém, mas os líderes precisam fornecer condições para que as pessoas possam despertar sua motivação”. Eu pergunto: isso faz sentido? É lógico? Dá para compreender?
    Os estímulos do meio ambiente são incontáveis e, de uma forma ou de outra, estamos sempre respondendo a eles e sofrendo transformações. A Socialização e o Condicionamento é um fato. E mais, pessoas motivadas são também fortemente influenciadas por eventos corriqueiros, principalmente quando o objeto de sua motivação é encontrado no meio ambiente. Imagine um colecionador numa conceituada feira de discos, onde ele pode encontrar facilmente uma variedade imensa de produtos que são, em essência, o objeto de sua motivação.
    É claro, líderes necessitam estimular e reforçar constantemente as atuações da turma e orientá-los para as execuções. Mas essa Estimulação ou Condicionamento representa apenas o primeiro passo – o que já denota empreitada muito difícil para a maioria dos gestores. E, quando bem administrados, aumentam substancialmente os resultados. Mas, o que acontece é que nem mesmo grande parte desses gestores conseguem empreender essas campanhas incentivadoras com a qualidade e tenacidade necessárias. Quer saber o motivo? Porque grande parte desses executivos não se encontram motivados para gerir essa empreitada. Eles também necessitam de estímulos tanto quanto sua equipe. Conclusão: a imensa maioria dos líderes dependem também desses condicionantes/”energizantes” para levar adiante suas campanhas porque não se encontram motivados para implantar seguidamente esse dinamismo no ambiente. E aqui afirmo: a Motivação é menos comum do que se possa imaginar. Repito, Condicionamento ou Movimento é um fenômeno do comportamento humano muito diferente da Motivação. No Condicionamento as ações são impulsionadas e mantidas pela presença dos estímulos do meio ambiente, enquanto na Motivação os comportamentos são, de certa forma, bastante independentes dos eventos externos. Indivíduos motivados são tenazes em seus intentos e conseguem superar até grandes barreiras e adversidades. E repito, não é de admirar que superestimamos esse estado comportamental!
    Interessante mencionar que, se o Condicionamento é uma forma de incentivo do comportamento humano, esse fenômeno não pode guardar semelhança alguma com o que é entendido como “Motivação Extrínseca”. Como é possível o uso do termo “Motivação” Extrínseca para o que não é considerado como a “verdadeira” Motivação? A simplicidade deste raciocínio nos mostra que basta apenas uma distinção de direção, de vetores (interno ou externo) na determinação ou não da Motivação – garanto que o conceito da Motivação precisa ser revisto sob outra ótica teórica que, em minha opinião já se mostrou bastante insustentável.
    Palestras ou qualquer outro tipo de evento, quase sempre estimulam e energizam a ação da maioria dos ouvintes. É fato que essa nova energia ativa e impulsiona as condutas, aumentando o empenho e as realizações, mas diga-se, por tempo determinado – e isso é normal e esperado. São comportamentos que surgem em função da novidade que foi inscrita no ambiente. Mas, com a passagem do tempo a força de influência do conteúdo dessas palestras vai sendo enfraquecida e, consequentemente, os esforços e atividades vão decrescendo. A isto chamamos de Processo de Adaptação. Afirmo que poucos autores compreendem esse outro fenômeno importantíssimo!
    É relevante ressaltar que esse mecanismo de esvanecimento da conduta não acontece nas ações motivadas que são bem mais resistentes à passagem do tempo e etc. Com relação a este aspecto, vamos presenciar outras implicações.
    Muitos dos executivos não conhecem esse processo (Adaptação) e esse é um dos motivos pelos quais experimentam enormes frustrações ao enviar a equipe para esses eventos.
    Outro ponto: ter simplesmente motivos, mesmo que fortes, em nada garante comportamento motivado. Se esse pensamento procedesse não teríamos maiores problemas em motivar, não é mesmo?
    Obrigada,
    Angela Paes!

    Responder

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