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Série de entrevistas com profissionais que atuam em diferentes àreas da Psicologia do Esporte.

Entrevista – Gisele Silva e Fátima Novais

 Dando continuidade a série de entrevistas “Quem faz a psicologia do esporte?”. O Blog teve o prazer de entrevistar uma dupla. Segue abaixo o perfil de nossas entrevistadas e um pouco do relato de duas experiências.

Gisele Silva: Psicóloga, formada pela Universidade São Judas Tadeu; Especialista em Psicologia do Esporte pelo Instituto Sedes Sapientiae. Desde então, se dedica para a implantação da psicologia esportiva nos clubes que atua, sendo, Sociedade Esportiva Palmeiras e Seleções Brasileiras de Rugby (Union e Seven).

Fátima Novais: Psicóloga formada pela Universidade São Judas Tadeu. Especialista em Psicologia do Esporte pelo Instituto Sedes Sapientiae. Atuou em busca do alto rendimento com atleta de BMX Bike Vertical, com as equipes de natação de São Caetano, com as categorias de base do basquete da Sociedade Esportiva Palmeiras e com a Seleção Brasileira Masculina de Rugby Union. Atualmente vem desenvolvendo um trabalho com a Seleção Olímpica Brasileira Masculina de Rugby Seven.

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Blog –  Como e por que escolheram a psicologia do esporte para atuar? Conte-nos suas trajetórias?

Gisele: Todos os temas relacionados ao esporte sempre me chamaram atenção e, assim, percebi que o meu maior interesse estava relacionado à compreender como era para o atleta obter o seu melhor desempenho num ambiente cercado de cobranças e pressões. Ai veio a Psicologia do Esporte.

Fátima: Sempre tive paixão pela área do Esporte e da Psicologia. Cheguei prestar vestibular para Educação Física e não passei. Optei pela Psicologia. Ainda no segundo ano da faculdade descobri a Psicologia do Esporte e desde lá tracei como objetivo conhecer a atuar nessa área. A Psicologia Clínica foi me ganhando aos poucos e hoje trabalho nas duas áreas. Continue lendo

Entrevista – Regina Brandão

Dando continuidade a série “Quem faz a Psicologia do Esporte”. O Blog teve a honra que entrevistar a psicóloga do esporte, Regina Brandão, uma das grandes referências profissionais no Brasil.

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Blog: Comente um pouco sobre sua trajetóira profissional? Sobre sua formação acadêmica e atuação.

Regina: Me formei em psicologia em 1977 e trabalhei durante 10 anos em psicologia clínica e dei aulas no curso de psicologia da Unip. Em 1989 iniciei curso de “Formação em Pesquisador em Ciências do Esporte” no Celafiscs, em São Paulo, sob a orientação do Dr. Victor Matsudo com o objetivo de me iniciar na área da psicologia do esporte até então dirigida pela psicóloga Sandra Cavasini. Ao iniciar meus estudos no CELAFISCS, Sandra saiu e eu fiquei sem orientador para a área, mas desenvolvendo projetos de pesquisa e participando como membro ativo nas pesquisas e nos simpósios internacionais anuais. Em um desses simpósios conheci o Dr. Nico Pozas do Instituto Superior de Cultura Física de Havana que me convidou para ir a Cuba fazer um programa de pós-graduação. De 1990 a 1992 estive em Cuba e fiz 1600 horas de cursos em psicologia do esporte tendo trabalhado especialmente com o Dr. Francisco Garcia Ucha, Dr. Hirám Valdés Casal e Dr. Leonell Russel no Instituto Superior de Cultura Física e no Instituto de Medicina Esportiva. Ao voltar ao Brasil fui convidada para trabalhar com o técnico José Roberto Guimarães na preparação da seleção masculina de voleibol para a Olimpíada de Barcelona e também comecei a fazer parte do staff da Academia Meyer Tennis, oferecendo atendimento e palestras para os atletas, treinadores e pais de tenistas. De 2000 à 2003 trabalhei com o técnico Lula Ferreira no time do COC Ribeirão Preto de Basquete.

Ao mesmo tempo que desenvolvi minhas atividades profissionais fiz mestrado em Desenvolvimento Humano pela Universidade Federal de Santa Maria, RS, Doutorado em Ciências do Esporte pela Unicamp,  e Pós-doutorado pela Faculdade de Motricidade Humana, Lisboa, Portugal.

Atualmente, tenho um consultório de psicologia que oferece atendimento psicológico à atletas de diferentes modalidades esportivas, assessoria à equipes e treinadores, cursos e palestras para interessados na área.

 Blog: Que abordagem teorica você utiliza para desenvolver seu trabalho? Continue lendo

Entrevista – Daniele Seda

Dando continuidade a sessão Quem faz a Psicologia do Esporte?” O Blog tem o prazer de entrevistar a Psicóloga do Esporte, Daniele Seda que atua em diferentes locais no Rio de Janeiro.

“O psicólogo do esporte necessita mostrar qualidade, atualização, flexibilidade e competência pra trabalhar de forma interdisciplinar”

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Blog – Qual a sua formação acadêmica?
Daniele: Possuo a formação em Psicologia pela UERJ, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, atualmente curso a graduação em Educação Física pela mesma Instituição e o Mestrado em Psicologia Social no PPGPS-UERJ.

Blog –  Como e por quê decidiu atuar com a Psicologia do Esporte? Quais áreas você atua?
Daniele: Quando fui atleta senti falta de um profissional qualificado nesta área compondo a Comissão Técnica, principalmente pela dificuldade que tinha em acerta lances livres. Daí decidi cursar Psicologia e atuar nesta área.
Atualmente trabalho em um Projeto bem abrangente, na Vila Olímpica da Mangueira. Trabalho com a Psicologia do Esporte na iniciação esportiva, nos projetos sociais e no esporte de rendimento. Atuo com as modalidades de Natação, Ginástica Rítmica, Futebol, Futsal, Basquete e Atletismo. Estou mais presente nestas duas últimas modalidades por terem o foco de alto rendimento. Considero também que atuo com a promoção do trabalho do Psicólogo do Esporte através de minhas inserções no CRP-05 como colaboradora e como membro da atual gestão da ABRAPESP.  Por conta do meu Mestrado também atuo com Pesquisa em psicologia do esporte. Continue lendo

Entrevista – Cristianne Carvalho

O Blog entrevistou a psicóloga do esporte Cristianne Carvalho. Dando continuidade a série de entrevistas “Quem faz a Psicologia do Esporte?”. 

Cristianne é mestre em Psicologia social pela UERJ, doutoranda em Psicologia Social pela UERJ. Especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade de Volta Redonda/RJ. Atualmente é Professora da Universidade Federal do Maranhão, Supervisora de estágio docente em Psicologia do Esporte, Vice-Presidente da ABRAPESP e Psicóloga do Esporte da Seleção Maranhense de Futebol de Areia.

Blog – Comente sobre sua trajetória na Psicologia do Esporte? Porque resolveu trabalhar nessa àrea?

Cristianne: Bem, minha formação é em psicologia clínica, mas sempre quiz trabalhar com mais pessoas além do consultório, encontrei isso na sala de aula (sou professora universitária) e depois a Psicologia do Esporte completou o que faltava. Além de poder trabalhar com grupos e pessoas diversas, nessa área a diversidade é uma marca. Podemos trabalhar com modalidades esportivas diferentes em settings dos mais variados de acordo com a estrutura dos clubes ou dos atletas. Isso nos estimula a uma atualização e flexibilidade constantes  para lidar com as demandas. Na Psicologia do Esporte existe uma liberdade maior em vários aspectos, na relação com os clientes, no setting de trabalho, na forma de intervenção, mas se isso por um lado facilita a intervenção nos demanda mais responsabilidade porque temos que lidar com resultados concretos à curto prazo que o universo esportivo demanda, o que não é comum nas outras áreas da psicologia. É preciso ter conhecimento e fundamento teórico específico. Continue lendo