Arquivo da tag: Relação pais e filhos

Crianças e jovens no esporte

meninos-futNessa semana comemoramos, “o dia das crianças”. Muito mais do que uma data para o  consumismo alienado, deveríamos refletir sobre a infância e tudo o que envolve esse universo. Tentarei trazer aqui nesse espaço, algumas reflexões sobre a psicologia no esporte na infância e adolescência. Como ajudar as crianças a desenvolver o gosto pela prática do esporte? Como ser bons pais nesse contexto?

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Brincando de terapeuta


O blog recorre novamente ao texto da colega e educadora Rosely Sayão, publicado dia 27/09/2011 no Caderno Folha Equilíbrio do Jornal Folha de S.Paulo. Acredito que os conselhos da autora servem a todos os “PSI”, psicólogos (independentemente da corrente  teórica), psiquiatras, psicanalistas e psicopedagogos. Bom senso nunca é demais. 

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Brincando de terapeuta

A criançada está com a saúde mental comprometida, apresentando muitos sintomas, doente. Essa é a conclusão a que chegamos quando tomamos conhecimento da quantidade de crianças e jovens que têm indicação para fazer ou já fazem ludoterapia, psicanálise para criança ou adolescentes e outros tratamentos derivados.
Uma criança de três anos, por exemplo, que apresentou um comportamento considerado diferente ou de difícil trato, o que colocou pais e professores em apuros, já mereceu a indicação para um atendimento psicanalítico.
Outra, um garoto de dez anos, já tem em seu currículo de vida a passagem por três -três!- tratamentos psicanalíticos. O motivo? É uma criança que passou a apresentar dificuldades escolares.
E a menina de oito anos que apresentou o que seus pais chamaram de “erotismo precoce”. Já está em atendimento há mais de um ano. Será que é para tanto?

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Para os pais de jovens atletas

O Blog comemora um ano de atividades. Agradeço aos 25.724 acessos até então, isso me motiva a continuar a divulgar a Psicologia do Esporte e partilhar as minhas idéias.

Para comemorar essa data segue um texto que foi feito em parceria com a Revista Tênis na edição de Dezembro de 2010, veja o link  http://revistatenis.uol.com.br/Edicoes/86/artigo191853-2.asp

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Como ser um bom pai de tenista. Existe conduta adequada para os pais de jovens atletas? Será que eles podem torcer? Como devem se comportar em torneios? Qual atitude deve ser tomada diante de vitórias e derrotas de seus filhos?

Em seu livro, Andre Agassi dizia que odiava tênis, mas o pai o obrigava a jogar. Além disso, Mike Agassi não conseguia suportar as derrotas do filho e raramente conseguia lhe dar uma palavra de apoio moral depois delas. Ainda assim, Agassi se tornou uma lenda. As irmãs Williams são outro exemplo de como a obsessão de um pai pôde transformar as filhas em grandes atletas, mesmo através de métodos “pouco ortodoxos”. O controverso Richard Williams chegou até a pedir para Venus se aposentar quando ela entrou em má fase, por exemplo.

Mas, o caminho trilhado por Agassi e pelas irmãs Williams são exceções e não devem servir como exemplo de conduta para os pais. Tanto que muito mais comuns são os casos em que, diante do mau comportamento dos pais, os filhos acabam tendo problemas para evoluir no esporte (e na vida). Um dos exemplos mais decantados é de Jelena Dokic, que viu o destempero de seu pai, Damir, quase ruir com toda a sua carreira. Continue lendo